Pensar as escolas como meio de inclusão
digital é um tanto polêmico, pois a comunicação virtual ainda não foi integralizada
em todas as entidades educacionais e localidades de acessibilidade aos
educandos.
Nem todas as pessoas em busca do
desenvolvimento tecnológico e da comunicação virtual tem tido facilidade de
acesso a esses meios.
Buscar informações via internet, como
ferramenta investigatória, para intermediar a comunicação, nortear os educandos
e orientá-los na busca incessante de subsídios na elaboração de tarefas a
afins, para obter certezas fundamentais e criativas na elaboração de novos
conhecimentos. As incertezas que as escolas hoje enfrentam são antigas e
independem das tecnologias, por isso o maior desafio é o de derrubar a
comunicação em estrelas.
Parece que houve uma modernização de antigos
procedimentos e instrumentos, como o, das aulas expositivas, retro-projetores,
e livros.
Neste contexto, se pensarmos bem, não houve
uma evolução de fato nos procedimentos comunicativos na educação, porque há
milênios vivenciamos os mesmos métodos, que certamente poderíamos mudar e fazer
a diferença, só buscar equipar as escolas com computadores, internet e vídeos
de ultima geração, implica em outro dilema, o de capacitar os educadores para o
uso desses equipamentos.
Se analisarmos bem, em algumas escolas isso
já foi feito, mas os resultados não foram tão positivos por isso ainda existem
muitas barreiras e impedimentos que devem ser vencidos.
Sabe-se que o desafio é ainda bem maior
quando se fala de comunicação, essencial para a sobrevivência e o bom andamento
das políticas públicas na educação.
Segundo Trigueiro (2001), Aristóteles já
falava em comunicação definindo-a como uma estrutura clássica triádica que veio
a inspirar as teorias de comunicação durante longo período da história.
Composta por um locutor que é a pessoa quem fala
um discurso pelo que é dito e pelo que se diz, e por um ouvinte a quem se ouve.
Enquanto que em 1947, Shannom e Weaver
definiram como sendo a estrutura da comunicação. (Fonte> Emissor>
Sinal> Receptor>Destinatário).
Existem assim, vários outros modelos com
finalidades que não fogem das mais antigas convicções. Mas, Paulo Freire
contribui com uma visão mais ampla e flexível. Alerta que todo ato de pensar
exige um sujeito pensante, um objeto pensado e a comunicação entre ambos que se
da através de signos lingüísticos, ele se contrapõe aos modelos tradicionais, e
propõe a bilateralidade entre emissor e receptor numa reação assimétrica, que
contém elementos emocionais, cognitivos e ocorre tanto de forma verbal como não
verbal. É um amplo processo de interação, e de negociação dos sentidos.
Como educador adoto a comunicação bilateral,
que tem uma implicação positiva no processo educacional, sabendo-se que
atualmente ainda se aplica a comunicação linear nas escolas, partindo da
opinião do professor para o educando sem dar oportunidade ao mesmo de se
manifestar e colaborar nas aulas.
Mesmo com toda tecnologia a disposição da
educação, ainda não se despertou para uma educação aberta, cooperativa e
colaborativa. Precisa-se superar esse desafio para aproveitar melhor as
tecnologias na educação e as novas dimensões na evolução das mesmas em redes,
reunindo telecomunicações e informática (telepáticas), e de desenvolvimento da
cibercultura.
Sabe-se que “a informação é um componente
básico tanto da comunicação quanto do conhecimento”. Mas quanto ao uso delas é
preciso adotar uma postura que resulte no melhor aproveitamento das tecnologias
de informação e comunicação para a construção do conhecimento.
A informação é um conjunto de sinais,
argumentos, conceitos e experiências que permitem interpretar ou não as
informações no processo de comunicação, que compõe o conhecimento e tem a
intenção de serem interpretados para produzirem significados.
Esses significados precisam ser entendidos e
interpretados, como uso das técnicas por meio das tecnologias para promover a
comunicação através de estudos e metodologias dos recursos para a prática do
ensino aprendizagem.
Para Litwin 1997. “As tecnologias
educacionais como corpo do conhecimento baseia-se em disciplinas encaminhadas
para as práticas do ensino, incorpora todos os meios sócio-históricos que lhe
conferem significação”. Assim como a didática, ela tem sua preocupação voltada à
prática de ensino, preocupa-se também com o exame da teoria da comunicação e
dos novos desenvolvimentos tecnológicos. (informática).
Com a tecnologia a disposição dos estudantes
que tem por objetivo desenvolver as possibilidades individuais, cognitivas como
estéticas, através das múltiplas utilizações realizadas nos espaços de
interação grupal. Contudo pode-se dizer que não há informação sem comunicação e
que a comunicação é a luz do conhecimento. Como se pode definir melhor o
significado de Tecnologia de Informação e Comunicação?
Analores Fröhlich Jahn
