domingo, 20 de novembro de 2011

HISTÓRICO DAS COMUNICAÇÕES EM EDUCAÇÃO


Pensar as escolas como meio de inclusão digital é um tanto polêmico, pois a comunicação virtual ainda não foi integralizada em todas as entidades educacionais e localidades de acessibilidade aos educandos.
Nem todas as pessoas em busca do desenvolvimento tecnológico e da comunicação virtual tem tido facilidade de acesso a esses meios.
Buscar informações via internet, como ferramenta investigatória, para intermediar a comunicação, nortear os educandos e orientá-los na busca incessante de subsídios na elaboração de tarefas a afins, para obter certezas fundamentais e criativas na elaboração de novos conhecimentos. As incertezas que as escolas hoje enfrentam são antigas e independem das tecnologias, por isso o maior desafio é o de derrubar a comunicação em estrelas.
Parece que houve uma modernização de antigos procedimentos e instrumentos, como o, das aulas expositivas, retro-projetores, e livros.
Neste contexto, se pensarmos bem, não houve uma evolução de fato nos procedimentos comunicativos na educação, porque há milênios vivenciamos os mesmos métodos, que certamente poderíamos mudar e fazer a diferença, só buscar equipar as escolas com computadores, internet e vídeos de ultima geração, implica em outro dilema, o de capacitar os educadores para o uso desses equipamentos.
Se analisarmos bem, em algumas escolas isso já foi feito, mas os resultados não foram tão positivos por isso ainda existem muitas barreiras e impedimentos que devem ser vencidos.
Sabe-se que o desafio é ainda bem maior quando se fala de comunicação, essencial para a sobrevivência e o bom andamento das políticas públicas na educação.
Segundo Trigueiro (2001), Aristóteles já falava em comunicação definindo-a como uma estrutura clássica triádica que veio a inspirar as teorias de comunicação durante longo período da história.
Composta por um locutor que é a pessoa quem fala um discurso pelo que é dito e pelo que se diz, e por um ouvinte a quem se ouve.
Enquanto que em 1947, Shannom e Weaver definiram como sendo a estrutura da comunicação. (Fonte> Emissor> Sinal> Receptor>Destinatário).
Existem assim, vários outros modelos com finalidades que não fogem das mais antigas convicções. Mas, Paulo Freire contribui com uma visão mais ampla e flexível. Alerta que todo ato de pensar exige um sujeito pensante, um objeto pensado e a comunicação entre ambos que se da através de signos lingüísticos, ele se contrapõe aos modelos tradicionais, e propõe a bilateralidade entre emissor e receptor numa reação assimétrica, que contém elementos emocionais, cognitivos e ocorre tanto de forma verbal como não verbal. É um amplo processo de interação, e de negociação dos sentidos.
Como educador adoto a comunicação bilateral, que tem uma implicação positiva no processo educacional, sabendo-se que atualmente ainda se aplica a comunicação linear nas escolas, partindo da opinião do professor para o educando sem dar oportunidade ao mesmo de se manifestar e colaborar nas aulas.
Mesmo com toda tecnologia a disposição da educação, ainda não se despertou para uma educação aberta, cooperativa e colaborativa. Precisa-se superar esse desafio para aproveitar melhor as tecnologias na educação e as novas dimensões na evolução das mesmas em redes, reunindo telecomunicações e informática (telepáticas), e de desenvolvimento da cibercultura.
Sabe-se que “a informação é um componente básico tanto da comunicação quanto do conhecimento”. Mas quanto ao uso delas é preciso adotar uma postura que resulte no melhor aproveitamento das tecnologias de informação e comunicação para a construção do conhecimento.
A informação é um conjunto de sinais, argumentos, conceitos e experiências que permitem interpretar ou não as informações no processo de comunicação, que compõe o conhecimento e tem a intenção de serem interpretados para produzirem significados.
Esses significados precisam ser entendidos e interpretados, como uso das técnicas por meio das tecnologias para promover a comunicação através de estudos e metodologias dos recursos para a prática do ensino aprendizagem.
Para Litwin 1997. “As tecnologias educacionais como corpo do conhecimento baseia-se em disciplinas encaminhadas para as práticas do ensino, incorpora todos os meios sócio-históricos que lhe conferem significação”. Assim como a didática, ela tem sua preocupação voltada à prática de ensino, preocupa-se também com o exame da teoria da comunicação e dos novos desenvolvimentos tecnológicos. (informática).
Com a tecnologia a disposição dos estudantes que tem por objetivo desenvolver as possibilidades individuais, cognitivas como estéticas, através das múltiplas utilizações realizadas nos espaços de interação grupal. Contudo pode-se dizer que não há informação sem comunicação e que a comunicação é a luz do conhecimento. Como se pode definir melhor o significado de Tecnologia de Informação e Comunicação?
Analores Fröhlich Jahn